Por Inara Fonseca

 

Foto: Reprodução arquivo pessoal pesquisadoras INCT Caleidoscópio.

 

Entre os dias 16 e 18 de setembro, as pesquisadoras do INCT Caleidoscópio Lia Sousa, Mirlene Simões, Morgani Guzzo e Inara Fonseca estiveram em Montevidéu (Uruguai) para apresentar suas pesquisas no XV Congreso Iberoamericano de Ciencia, Tecnología y Género. As quatro pesquisadoras são pós-doutorandas do INCT Caleidoscópio e integrantes da Nucleação Sul-Sudeste do Observatório Caleidoscópio. 

 

Lia Sousa apresentou “Mulheres nas ciências dos oceanos: trajetórias do passado, indicadores do presente”, uma análise interseccional da participação feminina na área, com base em dados do CNPq-Brasil. O trabalho contou com a colaboração de Maria Margaret Lopes, membro do Comitê Gestor do INCT.

 

Foto: Reprodução arquivo pessoal pesquisadoras INCT Caleidoscópio. 

 

Mirlene Simões, em parceria com Karla Bessa, vice-coordenadora do INCT, apresentou “Por que poucas jovens escolhem carreiras nas áreas STEAM?”, investigando a rejeição de estudantes do ensino médio de Campinas/SP às carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

 

Foto: Reprodução arquivo pessoal pesquisadoras INCT Caleidoscópio.

 

Morgani Guzzo trouxe à tona “Enfrentamento às violências de gênero nas universidades: políticas e desafíos”, mapeando políticas institucionais de combate à violência de gênero em universidades públicas do Sul e Sudeste brasileiro.

 

Foto: Reprodução arquivo pessoal pesquisadoras INCT Caleidoscópio.

 

Por fim, Inara Fonseca apresentou “Narrando Utopias: relato de experiência sobre um podcast de inspiração feminista e freireana”, análise de um projeto de comunicação científica feminista. O trabalho foi desenvolvido em parceria com Karla Bessa e Elizandro Maurício Brick, do Prosa – Núcleo de Pesquisas em Educação e Tecnologia.

 

Há mais de duas décadas, o Congresso Iberoamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero reúne pesquisadoras que analisam a produção científica sob uma perspectiva feminista. O encontro consolidou uma comunidade dedicada a investigar as relações entre gênero e ciência, com base em uma abordagem interseccional.

 

Os estudos apresentados compartilham um objetivo político comum: combater o sexismo e o androcentrismo na prática científica. Com olhar crítico, o congresso tem questionado paradigmas, denunciado desigualdades históricas e proposto mudanças para tornar o sistema científico mais inclusivo e igualitário.

 

A participação das pesquisadoras também reforça a importância da visibilidade internacional das pesquisas desenvolvidas no âmbito do INCT Caleidoscópio, ampliando o diálogo com outros países da América Latina e fortalecendo redes de colaboração em torno de gênero, ciência e transformação social.

 

Foto: Reprodução arquivo pessoal pesquisadoras INCT Caleidoscópio.